sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CATEGORIA DE BASE: Em que momento devemos priorizar o desenvolvimento tático?



Em postagens anteriores relatamos a importância do treinamento esportivo, conceito de comissões "técnicas ou táticas" e também um texto sobre Sistemas de marcação.

Para esta nova postagem, podemos realizar a interação de todos estes textos até chegar a um denominador comum em relação a implantação da tática nas categorias de base. As qualidades e cuidados do profissional a realizar os treinamentos são cuidados fundamentais, descrevemos alguns conceitos antes de iniciar o estudo.

Sistema tático“É o conjunto das táticas que determinam as ações e características de uma equipe em campo. Compõe-se de ideia de jogo, desenho tático, esquematizações, variações, posturas, sistemas de marcação, detalhes táticos e estilo de jogo.  (DRUBSCKY, 2003).

Referências:

CUNHA, Fábio. Treinamento tático nas categorias de base, UF, 2011. 
DRUBSCKY, Ricardo. O universo tático do futebol: Escola brasileira. Belo Horizonte: Health, 2003.
LEAL, Julio César. Futebol: Arte e Ofício. 2. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2001.
TOURINHO FILHO, H.; TOURINHO, L. S. P. R. Crianças, adolescentes e atividade física: aspectos maturacionais e funcionais. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun. 1998.

Esquema tático

“É um elemento importante do sistema tático. Exemplificando, é uma movimentação de campo previamente determinada e treinada entre alguns jogadores e ou setores da equipe. As esquematizações táticas são jogadas ensaiadas que fazem parte de um contexto de táticas maior, denominado sistema” (DRUBSCKY, 2003).

Estratégia

“Estratégia é planejamento visando a atingir determinado objetivo, explorando os fatores favoráveis e usando os meios disponíveis, quando, onde e como quiser”. No futebol, a estratégia adota a mobilização, a concentração, o reconhecimento, as coberturas, perseguições e outros meios, visando a vitória final (LEAL, 2001)..


Sistema de jogo

Sistema de jogo é “a distribuição dos jogadores de um time em campo, em estrutura organizada, coordenados e unidos por princípio de interdependência, com funções definidas que se complementam e que se movimentam, visando, com o menor esforço possível, alcançar a melhor produção e resultado (LEAL, 2001)”

Determinamos o professor/técnico fator primordial no desenvolvimento dos atletas na categoria de base, o desenvolvimento de treinamentos não está ligado a dividir 2 equipes com 11 jogadores e conduzir o treino com um árbitro de futebol. No planejamento dos treinos nesta categoria, o professor/técnico deve ter algumas características como:

* Ter formação pedagógica, além da formação técnica em futebol;
* Participar ativamente da aula;
* Planejar as aulas;
* Conversar sempre que possível com os alunos, sem se exceder no tempo e no assunto;
* Ministrar atividades lúdicas e prazerosas;
* Levar em conta as necessidades e interesses dos alunos;

Ao se planejar um programa de treinamento para crianças e adolescentes, o profissional que irá fazê-lo deve conhecer bem os aspectos que envolvem a puberdade e aceitar a variabilidade individual em que eles ocorrem (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998).

O treinamento tático está diretamente relacionado com o desenvolvimento da técnica, com o condicionamento físico e com o preparo psicológico. Não se pode dissociar, no futebol moderno, independentemente da categoria, o treinamento tático, do treinamento técnico, físico e psicológico.

"Não adianta o técnico tentar implementar uma marcação pressão, se seu time não possui preparo físico para exercer esse tipo de marcação. Não adianta o técnico tentar implementar um jogo a base de lançamentos longos se seus atletas não possuem qualidade técnica para realizar esse tipo de passe (CUNHA, 2011)".

Até por volta dos 12 anos a ênfase no treinamento se dá pela técnica. A preocupação é aprimorar as habilidades motoras das crianças, desenvolver a inteligência espacial, o pensamento rápido, enfim, dotar os jovens futebolistas de condições para a próxima etapa de aprendizagem, etapa essa na qual se inicia o desenvolvimento dos aspectos táticos no campo grande (11 X 11).

“tática é a arte de combinar a técnica individual de cada jogador, em suas diferentes linhas e posições, de modo a obter o máximo de rendimento do conjunto, em um determinado jogo.”

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Evolução do treinamento: Jogos Reduzidos e Jogos Adaptados.





Antes o objetivo era desenvolver as capacidades técnicas e táticas isoladamente, ou como recreação ou rachão, sem uma sistematização dos princípios do jogo (fundamentais, específicos e relacionados ao modelo de jogo), atualmente utiliza-se os mesmos para o desenvolvimento do jogar. Ou seja, para que a equipe e os jogadores adquiram padrões comportamentais nos variados momentos do jogo (organização defensiva, organização ofensiva, transição ataque-defesa, transição defesa-ataque).

Uma das maiores dificuldades no treinamento esportivo prendeu-se na deficiência dos profissionais em integrar os diversos fatores do rendimento desportivo. Ao longo dos anos, surgiram novos conceitos metodológicos, muitos postulados teóricos. Se a falta de conhecimento que os profissionais possuíam acerca do jogo resultou em um longo período de treinamentos fragmentados, também chamado de Tecnicista, segundo CORREIA (2011). 

A nova realidade demonstra que as dimensões (física-tática-técnica-mental) são indissociáveis e estão em constante interação, surgi assim o metódo GLOBAL.Nada mais é do que capacitar atletas a solucionarem problemas criados aleatoriamente pela própria dinâmica do jogo.
Dentro desta nova realidade, a análise do futebol demonstra que a grande maioria das situações de jogo não envolve mais de sete a oito atletas e nessas ações busca-se invariavelmente superioridade numérica e posicional. Surge assim a necessidade da utlização dos jogos reduzidos e adaptados, estes criam condições para que o processo de treino se torne cada vez mais próximo da realidade específica que o jogo impõe.

A palavra "jogar" ficou famosa com o técnico José Mourinho, considerado o melhor treinador do futebol do mundo no ano de 2010, Segundo Dantas (2011), Mourinho defende o "Jogar Bem", ele acredita que o desenvolvimento da equipe, gira em torno de um trabalho extremamente global, e que a parte física só será importante na preparação das suas equipes se for trabalhada por meio de pequenos jogos.

Abaixo o conceito dos jogos:

Jogos Reduzidos: constituem-se como simplificações da formalidade competitiva, caracterizando-se essencialmente por formas de competição em que se reduz o número de jogadores e o espaço do jogo. Desde o 1 x 1 , 5 x 5 ao 8 x 8  passando pelas formas de superioridade do ataque (2 x 1, 6 x 4, etc) ou da defesa (2 x 4, 7 x 5, etc).

Jogos Adaptados: caracterizam-se pela modificação/alteração de um conjunto de variáveis estruturais, funcionais e regulamentares do jogo que permitem ao treinador centrar-se sobre determinados conteúdos a serem desenvolvidos. 

Na nossa visão, fica evidente que o treinamento deve ser estruturado através desses jogos. Se utilizada essa linha de trabalho, os atletas terão estímulos para tomar decisões rapidamente, com inteligência, sendo que a eficiência do jogo será maior e o atleta saberá o que fazer ao ter a bola e como colocar-se depois de perdê-la.
É claro que essa discussão, totalmente nova para alguns no campo futebolístico, não resolverá toda incerteza e imprevisibilidade pertencente ao jogo, mas procurará desenvolver regularidades na desordem do jogo.

“Todos os treinadores falam de movimento, de correr muito. Eu digo não corram tanto. O futebol é um jogo que se joga com o cérebro. Tens de estar no local certo no momento certo, nem antes nem depois”. (Johan Cruyff)

terça-feira, 5 de julho de 2011

A evolução da periodização no treinamento esportivo

O tema da minha MONOGRAFIA de conclusão de curso, Deus me contemplou com nota 10.

RESUMO
O termo periodização, popularizado através do russo Leev Pavlovtchi Matveev na década de 50, consta da formulação de planejamento geral e detalhado do tempo disponível para o treinamento, de acordo com os objetivos intermediários perfeitamente estabelecidos, respeitando os princípios científicos do exercício desportivo. Foi realizada uma ampla revisão de literatura e busca de artigos através de fontes como Pubmed Medline, Scielo, Bireme, além de livros e periódicos relacionados ao tema. Com isso, o presente trabalho pretendeu mostrar que a prática do treinamento esportivo não é algo tão recente. Na antiguidade clássica de forma inconsciente, treinava-se sistematicamente para a realização das atividades militares ou olímpicas. Com o passar do tempo as atividades físicas foram tomando uma caráter competitivo e em seguida científico. Na busca de melhores resultados houve a necessidade de sistematizar o treino. Após descrever os modelos de periodização concluímos que a forma de periodizar o treinamento esta relacionada com o calendário de competição, com as características da modalidade esportiva e com as características dos atletas.
Palavras-Chave: Treinamento Desportivo. Periodização. Modelos de Periodização.

Texto completo, contato pelo dantasfutebol@gmail.com.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Histórico no Futebol

Histórico no Futebol.




2008 – Preparador Físico (Auxiliar)
Clube: Sport Clube do Recife
Preparador Físico: Fernando Galvão
 
2008 – Preparador Físico – Profissional
Clube: Atlético PE
Treinador: Bernardo de Fillipo
Competição: Copa PE (Vice Campeão)

2008 – Preparador Físico – Profissional
Clube: Atlético PE
Treinador: Bernardo de Fillipo
Competição: Campeonato Pernambucano – Série A2
  • Treinador Interino (4 Rodadas)

2009 – Preparador Físico / Auxiliar Técnico  – Juniores
Clube: Cabense
Treinador: Bernardo de Fillipo
Competição: Campeonato Pernambucano

2009 - Preparador Físico - Profissional
Clube: Atlético PE
Treinador: Alexandre Julião
Competição: Campeonato Pernambucano – Série A2

2009 – Estágio (10 dias)
Técnico: Péricles Chamusca
Clube: Sport Clube do Recife

2009 – Técnico – Profissional
Clube: Atlético PE
Competição: Copa PE

2010 – Técnico - Juniores
Clube: Atlético PE
Competição: Copa São Paulo de Futebol

2010 – Técnico – Sub-18
Clube: Atlético PE
Excussão Salvador

2011 – Técnico – Juniores
Clube:Atlético Pernambucano

2011 - Técnico - Universitário (Atualmente)
UFPE- Universidade Federal de Pernambuco
2011 - Apresentador do TOQUE DE LÍDER - FM 93,7.
# Programa esportivo - Rádio Nova Lider Fm.


# Recorde na Copa São Paulo 2010
 – Treinador mais jovem a comandar uma equipe.

# Comissão Técnica mais jovem do Brasil.
Segundo o Jornal Gazeta de Limeira.

# Citado na revista PLACAR - Fev/10

quarta-feira, 4 de maio de 2011

FALANDO DE ESPORTES

PROGRAMA TOQUE DE LÍDER

RÁDIO NOVA LÍDER FM - 93,7

SÁBADO: 12H AS 13H

INFORMAÇÕES SOBRE AS EQUIPES PERNAMBUCANAS NAS COMPETIÇÕES ESTADUAIS E NACIONAIS, NOTÍCIAS SOBRE O ESPORTE PERNAMBUCANO E DICAS DE SAÚDE.

RÁDIO PRESENTE NA 93,7 EM OLINDA E PAULISTA, PRA DEMAIS LOCALIDADES ACOMPANHAR PELA WEB: www.radionavaliderfm.com

sexta-feira, 4 de março de 2011

ANO NOVO, VIDA NOVA!


Encerrou-se o ciclo no Clube Atlético Pernambucano, depois de quase 03 anos de trabalho e muito aprendizado.

O desafio agora é o JUP'S/PE, sob o Comando da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.

Estamos Finalizando a equipe, e nos próximos dias divulgarei a lista com 24 atletas aqui no BLOG.

Obrigado. 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

É Época de Pré-Temporada...

Quando pensamos na preparação física seja esta na base ou na categoria profissional, temos que realizar um planejamento para toda a temporada, trabalho esse que inicia-se com a formulação de uma pré-temporada de qualidade.

Membros da comissão técnica devem ser definidos com antecendência para que o planejamento anual seja feito por todos, algumas funções devem ser pré-estabelecidas:

Técnico: É o carro chefe, tem função de planejar e coordenar a elaboração da pré-temporada, além de elaborar trabalhos técnicos e táticos.

Auxiliar Técnico: Tem a função de auxiliar o técnico nas elaborações dos trabalhos e fica responsável pela lógistica dos treinamentos e controles dos atletas.

Preparador Físico: É o principal responsável pela elaboração e execução da pré-temporada, deve ficar atento a condição de trabalho, materiais e equipamentos a serem utilizados na temporada.

* Funções denominadas fundamentais nesta fase, mas não podemos esquecer que o que consideramos ideal é uma comissão interdisciplinar que conte com Psicólogos, Nutricionistas, Fisiologistas, Serviço Social e Médicos. Assim otimizando a busca da melhor performance.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Histórico no Futebol.




2008 – Preparador Físico (Auxiliar)
Clube: Sport Clube do Recife
Preparador Físico: Fernando Galvão
03 meses

2008 – Preparador Físico – Profissional
Clube: Atlético PE
Treinador: Bernardo de Fillipo
Competição: Copa PE (Vice Campeão)

2008 – Preparador Físico – Profissional
Clube: Atlético PE
Treinador: Bernardo de Fillipo
Competição: Campeonato Pernambucano – Série A2
  • Treinador Interino (4 Rodadas)

2009 – Preparador Físico / Auxiliar Técnico  – Juniores
Clube: Cabense
Treinador: Bernardo de Fillipo
Competição: Campeonato Pernambucano

2009 - Preparador Físico - Profissional
Clube: Atlético PE
Treinador: Alexandre Julião
Competição: Campeonato Pernambucano – Série A2

2009 – Estágio (10 dias)
Técnico: Péricles Chamusca
Clube: Sport Clube do Recife

2009 – Técnico – Profissional
Clube: Atlético PE
Competição: Copa PE

2010 – Técnico - Juniores
Clube: Atlético PE
Competição: Copa São Paulo de Futebol

2010 – Técnico – Sub-18
Clube: Atlético PE
Excussão Salvador

2011 – Técnico – Juniores
Clube:Atlético Pernambucano

2011 - Técnico - Universitário (Atualmente)
UFPE- Universidade Federal de Pernambuco


# Recorde na Copa São Paulo 2010
 – Treinador mais jovem a comandar uma equipe.

# Comissão Técnica mais jovem do Brasil.
Segundo o Jornal Gazeta de Limeira.

# Citado na revista PLACAR - Fev/10









quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Comissão TÉCNICA ou PRÁTICA: Eis a questão.














Uma discussão ronda o futebol: É preciso cursar educação física para ser treinador de futebol, ou basta ter jogado para ser bem sucedido na profissão. Trabalhar com futebol é sonho muitos graduandos do curso de educação física, o que ocorre na maioria dos casos é o difícil acesso a clubes pelo fato de não ter jogado profissionalmente.

Normalmente jogadores se aposentam e ocupam cargos nas equipes, seja este de coordenador, treinador ou auxiliar técnico. A preparação física fica sendo preenchida pelos profissionais devido ao conhecimento obtido nas universidades.

A didática, fisiologia, princípios de treinamento e a psicologia que envolve o esporte, são restritos a vaga de preparador físico já que o treinador normalmente é o ex-jogador do clube.

Princípios de adaptação, sobrecarga, individualidade biológica e outros, será que são respeitados nos treinos desses profissionais Por outro lado será que o estudante fundamentado em teorias e discussões, que  nunca vivenciou o jogo tem condições de liderar uma equipe?

É fundamental que o ex-jogador, que nunca estudou sobre futebol, só possua a vivência, tenha em sua comissão um educador físico, já que este profissional será responsável por uma melhor qualidade nos treinamentos, otimizando o controle de cargas, esforços e treinos de sua equipe.

Não podemos esquecer que um aluno do curso de educação física não terá condições de trabalhar com futebol, partindo do conhecimento único e exclusivo da faculdade, sem contato com equipes e profissionais já atuantes.

Na minha opinião o ideal é que haja uma interação destes profissionais em busca do conhecimento, e que este seja compartilhado, seja o teórico ou o prático.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sistemas de Marcação

A disciplina tática é um dos fatores primordiais para o sucesso de uma equipe no futebol moderno. Dentre as variantes existentes no jogo a marcação é algo fundamental para uma forte equipe. Podemos fazer um simbolismo com uma engrenagem onde todas as peças funcionam perfeitamente ao mesmo tempo. No jogo é assim um sistema de marcação de qualidade funciona de forma coesa. O nível de atenção e concentração dos atletas deve ser elevado, para que não ocorra erros e a marcação seja bem sucedida. No trabalho do treinador, um fator primordial é o tipo de marcação que ele utiliza, dentre elas podemos citar: Marcação por zona, individual, mista e pressão.

A Marcação em Zona: Tem como premissa a otimização da ocupação dos espaços, impondo controle posicional regional e buscando obter vantagem numérica nos diversos setores do campo de jogo.

O sistema 4-4-2, com as famosas duas linhas de quatro é um exemplo clássico de marcação por zona, onde as linhas trabalham em sincronia criando um bloco de difícil penetração.

As grandes e bem treinadas equipes executam com perfeição a compactação em espaços inferiores a 35 metros e configuram um bloco impenetrável lateralmente, que também funciona como suporte para início do contra-golpe em caso de retomada de posse de bola.

Marcação Individual: Realizada em jogadores fundamentais, os que ditam o ritmo da partida, com intuito de anular essa peça tão importante, treinadores abdicam de um atleta para este realizar a marcação de forma individualizada por todo jogo ou até que o técnico decida mudar a forma de marcação. Este tipo de marcação pode ter como referência o jogador ou a posição.

A marcação mista: Caracteriza-se pela união da marcação individual e por zona. A uma alternância na forma de marcar, nas situações diferentes e específicas do jogo, alternando-as de acordo com essas situações.

Marcação Pressão: Pode ser utilizada em diversos momentos da partida normalmente quando existe uma equipe muito superior à outra (não só no aspecto técnico, mas física e taticamente), jogos como mandante, momentos de desvantagem no placar, confronto com uma equipe de bom toque de bola desde o setor defensivo e para surpreender o adversário.

Nas bolas paradas (por exemplo tiros de meta e arremessos laterais), também pode ocorrer a marcação pressão. No momento que o goleiro segura a bola, e equipe adversária pressiona suas opções de reposição, o ponto vulnerável é o risco de lançamentos.

As principais vantagens desse sistema são:

* Dificuldade que ele impõe ao adversário;
* A proximidade da meta oposta;
* A retomada imediata da bola;
* Principalmente a obrigação do adversário de dar chutões e lançamentos, sem conseguir trabalhar a bola em velocidade.

As principais desvantagens:

* Exigência física muito grande;
* Normalmente não consegue ser mantido por 90 minutos;
* Vulnerabilidade para o contra-ataque.

O ideal é haver uma variação com outros sistemas durante a partida para de ocorra uma recuperação da condição física dos atletas.

Podemos também conceituar marcação ativa e marcação passiva: A marcação ativa é aquela que busca “atacar” a bola na tentativa de recuperá-la mais rapidamente. A marcação passiva é aquela que busca “forçar” o adversário ao erro quando ele está de posse da bola.

Muito importante definir o sistema de marcação da sua equipe, mas fundamental é a equipe assimilar bem a forma de marcar e estar atenta as variações que podem ocorrer no jogo.

Referências:

Rodrigo Leitão (Universidade do futebol)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Técnico com idade de atleta.

Escrito por: CLopes
Em Clube, Competição

Atlético PE

Apenas dois anos separam o técnico Sandro Dantas do seu atleta mais “velho” na Copa São Paulo.

Com apenas 20 anos, o treinador do Atlético Pernambucano é o mais jovem da Copinha, quase em idade de participar da competição.

Além do goleirão William, do meia Tarcísio e do atacante Thales, destaques na primeira partida do Atlético, Sandro também é uma aposta do Atlético.

Ele está prestes a se formar em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco e já é formado no curso de treinador de futebol pelo IBGM.

“No início do curso, surgiu a oportunidade de estagiar com futebol. Não tive dúvidas”, relembra.

Sandro começou a estagiar no Atlético quando tinha 18 anos, como preparador físico.

Na Copa Pernambuco de 2009, assumiu o comando técnico do time de juniores, que representava o Atlético na competição profissional.

Seu trabalho agradou o presidente Alberto Lisboa, que o efetivou na equipe da Copa SP.

Sandro não é o único na comissão técnica com quase idade de disputar a competição.

Seu assistente, Bruno Correia tem 21 anos. Seu preparador, Elionílson Júnior, 21.

Os três são amigos de turma de Educação Física da UFPE. Bruno é companheiro também no curso de treinador.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Coordenação X habilidade

Para que possamos trabalhar habilidade nos atletas, este deve ter no mínimo uma boa capacidade coordenativa.
A coordenação muscular é uma qualidade física que permite ao homem assumir a consciência e a execução, que permite uma perfeita sincronia entre os diversos grupos musculares na realização de uma seqüência de movimentos com um máximo de eficiência e economia diante de situações previsíveis (estereótipos) e imprevisíveis (adaptação) e aprender, relativamente depressa, movimentos esportivos. Seu desenvolvimento ocorre desde os primeiros anos de vida e estará sempre presente nas destrezas especificas de qualquer desporto (TUBINO, 1979; WEINECK, 1989, 2003).

Quando levamos esse fator ao jogo percebemos a falta de coordenação de atletas na corrida, nos saltos, nos sprints e outras ações. Isso acarreta num dispêndio de energia que pode ser otimizado.

Entre os fatores mais importantes que determinam o nível de coordenação está a memória motora, uma capacidade de recordar os movimentos e reproduzi-los quando necessário; ou seja, é uma perfeita interação entre o sistema nervoso central e a musculatura esquelética. Outro fator importante que determina o nível de coordenação é a coordenação intramuscular e intermuscular (PRADO, 1973; PLATONOV, 2004).

Então os aquecimentos e complementos técnico surgem como formas reais de se trabalhar a coordenação nos atletas, esta sendo trabalhada com ou sem a utilização da bola.

Mas atenção não podemos igualar coordenação e habilidade, divergem em conceitos.

As capacidades de coordenação devem ser diferenciadas das habilidades, pois enquanto as habilidades referem-se a atos dos movimentos concretos consolidados, parcialmente automatizados, as capacidades de coordenação representam as condições consolidadas, mas generalizadas, isto é, fundamentais, da “performance” do homem frente a toda uma série de atos de movimentos (WEINECK, 1989, 2003).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O famoso FUTEBOL.


A paixão do povo brasileiro pelo futebol é conhecida no mundo inteiro e desde os primeiros passos, as crianças começam a chutar uma bola e jogar futebol.

É sabido também, que por ser um país em desenvolvimento e com uma história política problemática desde os tempos da colonização, o Brasil apresenta um quadro de formação educacional e social bastante deficitário.
 

Venho com este Blog criar um ambiente de discussão no que diz respeito ao futebol e principalmente a formação de atletas.



O futebol é elemento consagrado para a reunião e motivação de jovens que anseiam um futuro como atleta profissional, o caminho é longo e muitas vezes doloroso.